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[FANFIC – Capítulo 15] Projeto V

Angels, mais um dia de Projeto V! Aqui está o capítulo 15! Espero que gostem.

AVISO: Esse capítulo tem cenas mais fortes, se não gosta disso ou de ver seu ídolo com outra garota, não leia.

Não ando postando com frequência, pois a autora não anda atualizando. D:

Autora: Kio
Nome da Fanfic: Projeto V (Project V)
Classificação: +16
Categorias: Teen Top; Niel; C.A.P; ChangJo; Ricky; L.Joe; ChunJi;
Gêneros: Ação, aventura, mistério, comédia, romance, drama.
Avisos: Violência, linguagem imprópria (leve)
Comentários da autora: Esta é a minha primeira vez escrevendo uma fanfic, então eu espero que esteja tudo bem!^^;; Por favor sinta-se livre para me mandar comentários :)

Projeto V – Capítulo 15 – Poderes

Changjo descansou a mão contra a janela gelada, deixando o frio entorpecer as pontas de seus dedos, enquanto observava a neve cair. Era agora o final de janeiro e ele finalmente aceitou sua existência como um sistema. Já não sentia falta da escola ou de sua família, não queria mais comida humana, e raramente pensava em sua vida antes de setembro. Estava confortável no apartamento com seus novos amigos. Passaram o Natal juntos, e Changjo estava certo de que foi o mais feliz de sua vida. Não teve nenhum presente ou alimento sofisticado, mas eles fizeram suas próprias decorações de papel barato e outros materiais. Todo o apartamento virou uma explosão de flocos de neve, correntes vermelhas e verdes, estrelas, bagunçadas árvores de Natal e glitter. Minsoo trouxe um DVD que reproduziu um vídeo interminável  de uma lareira crepitante e um CD de músicas natalinas instrumentais. Eles cantaram juntos na sala de estar, Chunji bebia chocolate quente (Niel e Ricky o olhando com ciúme), até que, um por um, todos adormeceram. Changjo lembrou sorrindo enquanto suas pálpebras ficavam mais e mais pesadas, o seu coração estava mais completo do que jamais estaria. Dormiu no ombro de Ricky, os dois se tornaram praticamente inseparáveis ​​desde que Ricky tinha retornado.

Minsoo brincava dizendo que eles estavam agora tão ruins quanto Byunghun e Chunji, mas Changjo ou Ricky não se importavam. Havia um certo tipo de relação que se formava entre aquele que dá de bom grado o seu sangue a um Sistema e o Sistema que o bebe. Foi um resultado inesperado do vírus, que tinha passado despercebido pelo Projeto. Changjo vinha tentando beber o sangue de Ricky várias vezes e inutilmente tentou fazer com que Ricky tentasse o mesmo com ele. Ambos haviam se encantado com o vínculo formado durante a mordida. Apesar disso, Changjo ainda caçava nas ruas quase todos os dias, saboreando a emoção da perseguição e do sabor único de cada menina. Foi se tornando mais e mais sádico em seus métodos, não era apenas a alimentação. Era sobre jogar com elas, brincando com suas mentes e utilizando seus corpos para satisfazer-se mais do que apenas o apetite por sangue. Ele nunca tinha ido muito longe fisicamente, pois não importava o quanto ansiava por ‘aquilo’, nunca sequer pensaria em fazer uma coisa tão horrível para uma mulher. Que ironia, pensou consigo mesmo, um monstro como eu não conseguia fazer isso. Fechou os olhos e pensou em voltar algumas horas antes.

← ← ←

O céu estava cinza fosco, dando a entender que nevaria mais, mas por agora o ar estava limpo. Uma fina camada de gelo revestia a maior parte do pavimento e havia pequenas pilhas sujas de neve aqui e ali. Changjo caminhou casualmente na rua, olhando para as casas de cada lado dele e usando seu olfato para determinar quantas pessoas estavam dentro de cada uma. Ele poderia detectar o seu próximo alvo, enquanto ainda estivesse a poucos quarteirões de distância, o sangue dela cheirava a mel e ela parecia estar sozinha em casa.

Changjo deu a volta para a parte de trás de sua casa histórica, olhando com cautela por todos os sinais de um sistema de alarme ou testemunhas. Quanto mais perto ficava, mais tentador o sangue da menina cheirava. Girou a maçaneta ligeiramente, mas estava trancada. Sem problemas. Ele torceu o botão novamente, desta vez colocando mais de sua força dada pelo Vírus. O bloqueio apareceu distante e abriu a porta o mais silenciosamente possível. Changjo rastejou silenciosamente pela cozinha; seu nariz lhe disse que ela estava perto.

“Mãe?” – Ela chamou do quarto ao lado, com a voz ligeiramente trêmula – “É você?” – Ele espiou e viu, sentado em um sofá e de frente para a outra direção, com o cabelo preto amarrado em um coque deixando seu pescoço totalmente à mostra. Changjo saiu das sombras e foi para a sala de estar, um sorriso perverso no rosto.

“Eu pareço com a sua mãe para você?” – Perguntou, caminhando lentamente em sua direção. Ela se virou e pulou, com os olhos arregalados de medo.

“Quem é você? Como você entrou na minha casa?” – Ela chorou, mas ele apenas riu.

“Você realmente acha que eu vou responder a isso?” – Com uma velocidade não natural, ele saltou o sofá e pousou na frente dela. Se aproximou e pegou uma mecha solta de seu cabelo. Ela engasgou e tentou puxar de volta, mas o outro braço dele já serpenteava em volta de sua cintura, a segurando no lugar. – “Você é muito bonita.” – Sussurrou, sua mão acariciando seu rosto pálido. Ela ficou chocada em silêncio, embora sua boca estava aberta como se fosse dizer alguma coisa.

“Quem– Como–.” – Gaguejou, os olhos fechados em Changjo. Ele sorriu novamente e empurrou-a para trás até que estava sentada no sofá. Gentilmente inclinou-se-lhe o queixo com o dedo indicador.

“Você é uma menina boa, não é?” – Sua voz era um ronronar baixo e hipnótico. Ela assentiu com a cabeça lentamente, seus olhos se tornando vidrados. – “Você vai fazer tudo o que eu pedir, não é?” – Houve uma pausa antes dela acenar com a cabeça novamente. – “Você quer me fazer feliz, não é?” – Suas mãos estavam em volta dele quando ela balançou a cabeça novamente.

“Sim.” – Ela murmurou, puxando-o para mais perto. Ele respirou seu cheiro quando se inclinou para baixo, os rostos perto o suficientes para se tocarem.

“Bom.” – Ele rosnou. Ela se inclinou e beijou-o suavemente. Suas mãos, soltaram-se das dela e agarraram seus ombros, empurrando-a para baixo, de modo que deitasse no sofá. Ele subiu em cima dela, aprofundando o beijo e permitindo-se saborear seus lábios. Os braços ficaram inutilmente aos seus lados. Ele se afastou por um momento. – “Toque-me.” – Ele respirou. Ela obedeceu.

Os dedos dela correram por seu cabelo e ombros. Changjo abaixou-se para que cada parte de seus corpos se tocassem, o cheiro de seu sangue envolvia-o como uma nuvem inebriante. Suas mãos percorriam o corpo dela e seus lábios mal se separavam. Incapaz de controlar sua fome por muito mais tempo, ele mudou o caminho através de sua mandíbula, beliscando suavemente sua pele ao longo dela.

“Não grite ou lute.” – Disse ele, lambendo seu pescoço. Changjo sentiu o corpo abaixo do seu tremer ligeiramente, e com isso cravou os dentes em sua carne. Ela respirou fundo, os dedos apertando seu cabelo cada vez mais forte. O sangue dela explodiu em sua boca e língua, deslizando garganta abaixo e enviando uma onda de prazer ao seu cérebro. Ele engoliu em seco para, avidamente, manter seus corpos ainda mais unidos.

Bebeu até que sentiu ela afrouxar seu cabelo. Relutantemente, ele se afastou, sua língua lambendo os fios de sangue que corriam pelo pescoço dela e selando as feridas. Os olhos da linda garota estavam meio fechados, olhando-o de longe. Ela fracamente levou um dedo ao queixo, limpando uma gota de sangue que permaneceu lá. Estudou-a por um momento, seus olhos escuros.

“O que você fez em mim?” – Ela perguntou em voz baixa. Changjo se inclinou para frente e chupou o sangue de seu dedo.

“Nada do que você vá se lembrar.” – Respondeu ele, inclinando a cabeça para baixo e beijando-a mais uma vez. – “É assim o sabor do seu sangue.” – Um sorriso doentio apareceu em seu rosto quando ela lambeu os lábios e fez uma careta.

“Eu fiz você feliz?” – Ela resmungou, com os olhos totalmente fechados agora. Changjo pensou por um segundo. Feliz? Não, feliz era uma palavra muito inocente para descrever o que sentia, o que ele ainda queria. Ele queria tudo dela, de toda forma possível, beber o sangue dela até que não tivesse mais. Queria devorá-la completamente, sentir a satisfação final de não ter de parar. Sua língua surgiu de seus lábios antes de responder.

“Não.” – Disse, levantando-se e virando-se para ir.

“O que?” – Gritou ela, olhando para ele com uma expressão vítrea, ainda suplicante.

“Eu disse que não. Isso não foi suficiente.” – Respondeu cruelmente. O rosto da pobre garota caiu.

“Por favor, você pode ter mais, eu vou te dar tudo.” – Disse ela, tentando ficar de pé. Suas pernas fraquejaram e ela caiu de joelhos no chão. No fundo, Changjo sabia que não era realmente ela, que era algo que ele tinha feito para ela dizer essas coisas, mas ignorou. Como poderia recusar quando pediu-lhe para tirar a própria vida? Para tirar tudo? Ele caminhou de volta e a puxou debilmente em seu braço. Ele se ajoelhou e ela desajeitadamente desabotoou a camisa preta. Tremendo, ela empurrou-a de seus ombros e deixou-a cair no chão. Ele balançou a cabeça de leve.

“Não. Eu ainda não posso fazer isso…” – Ele disse suavemente. Parou por um momento antes de empurrá-la para trás, com as pernas envolvendo sua cintura e seus lábios roçando seu pescoço.

→ → →

Changjo não se virou quando Ricky entrou no quarto. Seus olhos seguiram um único floco de neve, em deriva lentamente através do ar, girando e girando até cair para fora da vista.

“Acho que finalmente entendi por que você não quer beber o sangue das pessoas. Não acho que você realmente sabe a razão, porém…” – Changjo disse, tirando a mão da fria janela. Ricky estava quieto.

“Onew está aqui.” – Murmurou. Nenhum deles se moveu por vários minutos. Changjo não virou até que ouviu os passos de Ricky recuarem para o corredor. Ele seguiu para a sala de estar, onde os outros estavam reunidos. Onew também estava lá, limpando os óculos com a parte inferior de sua camisa. Minsoo estava perto da janela, ocasionalmente espreitando as ruas abaixo. Olhou para cima quando Changjo entrou na sala.

“Bem, estamos todos aqui agora. Então o que é, Onew?” – Minsoo perguntou, cruzando os braços e inclinando-se contra a parede.

“Eu tenho notícias. Boas notícias, na verdade.” – Respondeu, deslizando os óculos no rosto. Os outros seis rapazes se animaram com esta declaração. – “Acabei de receber a palavra do único membro da Resistência nos Estados Unidos, eles terminaram de desenvolver uma cura para o vírus.”

“Espere, o quê?” – Niel gritou em confusão. – “Uma cura? Por que o Projeto faria uma cura?” – Onew sorriu pacientemente para ele.

“Para controlar o vírus depois de matarem o número ‘apropriado’ de pessoas. Se eles apenas permitissem que os Sistemas crescessem de forma desenfreada, mataríamos toda a raça humana. Essa não é a ideia; o projeto apenas quer matar parte da população.”

“Mas eles que fizeram isso? Funciona?” – Minsoo perguntou, olhando para a janela novamente. Onew assentiu.

“É 100% completo e disponível em várias formas. Há tanto em forma de injeção, como em vapor. Eles vão usar os dois, dependendo de quantos Sistemas precisem de cura ao mesmo tempo. No entanto, não enviarão para outra sede por vários anos, pelo menos.” – Os sorrisos que apareceram nos rostos de todos, desapareceram.

“Portanto, não vamos obter a cura até a decisão? Isso é tudo?” – Ricky murmurou, com o rosto abatido. Onew fez uma pausa antes de responder.

“Bem… talvez não. Isso depende de vocês. Este é o único Composto em que todos os Sistemas fazem parte da Resistência. Há alguns compostos feitos inteiramente de bonecos do Projeto e outros que estão no “meio-a-meio”. Preciso de alguém para ir aos Estados Unidos e conseguir a cura do membro da Resistência, na sede principal. Quero que sejam vocês. São os únicos em que posso confiar.”

“É claro que nós vamos fazer isso.” – respondeu Minsoo, antes dos outros puderem compreender plenamente a enormidade de tal tarefa.

“Eu estava esperando que você dissesse isso. Não queria que todo o trabalho duro que colocasse em vocês fosse para o lixo.” – disse ele sorrindo. – “Vocês são um grupo muito especial de Sistemas. Tenho monitorado cada um de vocês e os coloquei juntos de propósito. Às vezes, o vírus tem uma tendência a revelar demasiadamente, aumentando os Sistemas além das normas. É muito raro, mas acontece. Como devem ter percebido, cada um de vocês possuem certas habilidades que os tornam mais poderosos do que outros Sistemas. Talvez ainda não descobriram o que exatamente seria esse poder, mas vocês o têm.” – Minsoo mexeu desconfortavelmente, embora nenhum dos outros repararam.

“Qual é o meu poder?” – Ricky perguntou, animado. Onew balançou a cabeça.

“Eu não posso te dizer. Você terá de descobrir por si mesmo. Enfim, devo ir agora. Vou enviar-lhes mais informações sobre a “missão” em breve. Tomem cuidado, todo mundo.” – Disse. Ele se levantou, deu um aceno e saiu. A sala irrompeu em conversas febris, com todos tentando adivinhar suas habilidades, exceto por Minsoo. Ele calmamente se arrastou de volta para seu quarto e tentou parar o tremor em suas mãos. Abaixou-se lentamente para o chão, a visão do corpo de sua irmã morta refletia através das paredes de sua mente e mais uma vez arrastava-o para o inferno de suas memórias.

Continua…

Gostaram Angels? Espero que sim! Comentem o que acharam (leiam Project V em inglês e comentem para ela também). Deem um “curtir” ou “não curti” para saber o que estão achando. Em breve terão mais FanficsOne Shots ou Drabbles. Se você quer enviar a sua, clique aqui e siga as instruções.

Sobre Melissa D.

Melissa Dotta. 21 anos. Leonina. Osasquence. Futura Engenheira de Controle e Automação. Amante de jogos, livros, dança, música e tecnologia.

Um comentário em “[FANFIC – Capítulo 15] Projeto V

  1. Gostei? Amei ^^

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